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Discos de vinil: Por que voltamos a consumir e qual a diferença para o áudio digital?

O redescobrimento das coisas tem ditado a rotina desde a popularização da internet, e o mesmo tem acontecido com os discos de vinil. Termos como “moda retrô” ou “clássico do cinema” são citados com frequência em redes sociais e servem até como denominadores comportamentais para alguns grupos. Porém, o que tem surpreendido mesmo é como isso tem influenciado a indústria da música. Mais precisamente, o som analógico dos discos de vinil e como ele tem reaquecido o mercado de mídias físicas.

Numa realidade onde plataformas de streaming como Spotify, Deezer e Tidal dominam a maior parte dos lucros, grandes gravadoras como Sony e Universal deram um passo atrás e retomaram a produção de long play.

Quem viveu as décadas de ouro dos discos de vinil, também chamado carinhosamente de bolachão, long plays ou apenas LP, sabe de cor como um toca-discos funciona, mas o curioso fica por conta do público jovem. Eles também se encantaram com a música analógica e impulsionaram essa viagem no tempo em prol da música como ela é. Então vale a pena contar porque essas 33 rotações por minuto mexem com nosso coração até hoje, dividem a opinião dos especialistas sobre qualidade sonora e tem até suas próprias redes sociais. 

 

Discos de vinil: o som analógico que transmite fidelidade

O disco de vinil surgiu no fim da década de 40 e desde então faz parte da história do mundo. Ele possui uma ranhura espiralada, onde ficam gravadas microscopicamente as vibrações sonoras, de uma forma física e análoga ao som quando foi emitido.

Através de uma agulha específica para percorrer as ranhuras de um LP o toca discos lê essas vibrações e as amplifica, reproduzindo o som idêntico à forma como ele foi gravado. 

Isso faz do vinil a mídia física mais fidedigna ao som original, principalmente pra quem gosta de realidade nos sons mais graves. Os discos exigem muito cuidado do manuseio ao armazenamento pois qualquer coisa pode danificá-lo, inclusive a poeira.

Há quem se incomode com o chiado do som de um bolachão, há quem considere um charme excepcional, mas geralmente é só acúmulo de sujeira. Pode ser que seja falta de precisão em seu processo gravação, então sempre é recomendado testar antes de comprar uma relíquia dessas.

 

Áudio digital: o som que vem dos bits

Já para os amantes de tecnologia o som digital é uma obra de arte moderna. Ele é resultado da conversão das vibrações sonoras em bits, números e eletricidade, algo que pode até ser comparável às formas geométricas. E isso é o que justamente favorece o argumento do time oposto. Nesse processo de conversão há a perda de algumas matizes e notas sutis e por isso não há como o som digital ser análogo ao som real, pois ele apenas recria dados mais semelhantes possíveis. A ciência diz que essa diferença é imperceptível ao ouvido humano, mas tem especialista que bate o pé e afirma conseguir distinguir esses tipos.

A vantagem no uso do som digital é que ele pode ser manipulado e tem um risco menor de ser corrompido no seu processo de armazenamento. Também, por se tratar de um tipo de código, ele pode ser reproduzido por diversos aparelhos eletrônicos, e apesar de não ser análogo ao real nosso cérebro consegue entendê-lo claramente.

Ainda que não tão real quanto o som analógico, que sempre se sobressai em sons graves, o som digital pode até ser superior aos vinis. A sua capacidade de manipulação é algo que pode garantir a preservação de uma qualidade extrema, mas uma única faixa de 3 minutos com essa característica pode ter o tamanho de aproximadamente 1GB, então acaba interessando somente a quem trabalha com produção. Como ainda não há previsão para dispormos de uma internet que dê conta desse tráfego de dados, tanto o padrão de áudio de estúdio quanto o analógico seguem superiores aos formatos para streaming, pois são compactados em Mp3 e Flac. 

 

Redescobrindo o vinil na garagem dos avós

O relatório anual da Associação da Indústria de Gravação da América (RIAA) de 2017 aponta que a venda de mídias físicas superou as de downloads digitais, especificamente a venda de LPs. O responsável por esse feito é o público jovem, que voltou a consumir os discos de vinil. E esse interesse pelo som analógico afetou até as grandes gravadoras.

No início da década de 80, a Sony impulsionou o descobrimento do áudio digital e dominou o mercado da música com seus Walkmans e CDs, o que resultou na queda e quase morte das vendas de tocadores de discos e LPs. Agora, 30 anos depois, a empresa anunciou oficialmente a retomada na produção de long plays e aparelhos para a sua reprodução, adicionando alguns complementos, como conexão bluetooth e leitor USB.

O mais curioso dessa “nova” febre foi descoberto por uma pesquisa realizada pela BBC no Reino Unido. A maioria dos ingleses que adquiriram LPs nos últimos anos foram motivados à compra após o contato via streaming com a música. Mais exigente, o público jovem achou os vinis guardados na garagem e ainda demandou os incrementos tecnológicos do seu tempo para melhor aproveitá-los.

 

Vinil até para compartilhar

Que o mercado dos discos de vinil voltou a crescer a gente já sabe, mas a internet também tem ajudado quem quer ampliar seu acervo, compartilhar com seus amigos e conhecer outros fanáticos por música analógica. Atualmente, há ferramentas à disposição desses apaixonados por LPs e elas são brasileiras.

Duas plataformas que auxiliam as pessoas a trocarem experiências e impulsionam o mercado dos discos de vinil no mundo inteiro.

A primeira é a rede social Luvnyl, que conecta lojas e pessoas, juntando quem quer comprar, vender, trocar, catalogar e compartilhar a sua coleção. Ela foi disponibilizada ao público no final de 2015 após testar a sua aceitabilidade entre os potenciais usuários, e foi impulsionada dentro do programa para startups da PUC-PR, o Hot Milk. 


A segunda é o site de e-commerce Vinil180, criado no final de 2015. Ele é voltado para quem quer comprar, vender ou trocar seus discos. O site tem abrangência e fama internacional, e conta com as principais formas de pagamento do Brasil.

 


Analógicos ou digitais, somos todos apaixonados por música. Afirmamos também que para ter uma experiência completa é preciso saber que a qualidade sonora depende muito do aparelho de reprodução e das mídias que você tem à disposição. 

A música tem tanta importância que pode influenciar até a sua função cerebral. 

 

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