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Como fazer aterramento elétrico

Tudo o que você precisa saber para fazer um aterramento elétrico

Quer saber como fazer um aterramento elétrico para a sua residência? A gente vai te explicar passo a passo.

Caso a sua residência já possua um aterramento elétrico, convém que este seja verificado por um eletricista profissional competente e de posse de um terrômetro, um aparelho que verifica a Resistência do Terra, que por norma deve estar compreendido entre 4 e 6 ohms. Esta medição deve ser efetuada no ponto do Terra da tomada em que será ligado o filtro de energia do seu sistema.

 

Porque entre 4 e 6 ohms?

Por que se a resistência estiver abaixo de 4 ohms, o seu aterramento poderá se tornar referência de aterramento da rede concessionária, o que seria catastrófico para o seu sistema. E, acima de 6 ohms, o Terra se torna resistivo, isto é, ele perde a eficiência e em caso de uma descarga elétrica ela pode passar para os equipamentos e causar a queima de circuitos e até do próprio equipamento.

 

Como fazer um aterramento elétrico simples?

Em uma área de Terra, no lugar disponível, utilize um enxadão para abrir uma valeta, de quatro metros de comprimento e profundidade de aproximadamente 30 cm. Em cada extremidade da valeta e no seu ponto central, deverão ser enterradas três hastes de aterramento de 16mm ou 5\8 de polegada por 3 metros de comprimento (escolha uma haste que tenha boa qualidade e com boa camada de revestimento de cobre). 

Faça com que as hastes espetadas dentro da valeta fiquem com apenas aproximadamente 10 cm acima do fundo da valeta, para que possamos fazer a ligação do cabo. Este cabo deve ser apropriado. Então usaremos um cabo chamado de “cordoalha” para aterramento, de 25mm quadrados, semi-rígido nu, que interligará as três hastes através de braçadeiras ou por meio de solda isotérmica, que confere contato de melhor qualidade. Na haste central deve-se ligar o cabo que irá até a tomada na sala de audição. O cabo para esta ligação deve ser flexível e a sua bitola para uma distância entre 15 a 20 metros pode ser de 10mm quadrados; se a distância for maior, deve-se usar um fio com bitola maior. 

Não esqueça de recobrir a valeta e plantar um pouco de grama. 

Após a construção física do aterramento, deve-se se repetir a verificação do potencial de aterramento, ou seja, medir a resistência do ponto em questão na tomada da sala. Esta resistência deve estar entre 4 e 6 ohms. Caso este valor não seja alcançado, ou se ele for superior a 6 ohms, deveremos adicionar mais hastes ao conjunto já existente, até que a resistência do sistema diminua o suficiente para alcançar o valor desejado dentro da norma.

 

Atenção!

O aterramento elétrico depende também do próprio solo, que pode facilitar ou dificultar o aterramento. Em alguns casos, pode ser necessário fazer tratamento químico do local e o uso de muitas hastes. 

Veja que o aterramento pode ser feito de outras formas, por exemplo, com as hastes enterradas em forma de triângulo, que funciona de modo igual. Escolha o método que seja mais adequado ao espaço disponível. 

 

Cuidado com a improvisação

Preste muita atenção e tenha muito cuidado ao improvisar um Terra, já que um Terra “errado” pode ser fatal para o seu sistema. Exemplos negativos de aterramento improvisado: ligar um fio na janela ou quebrar o canto da coluna e ligar (soldar ou prender com braçadeira) o fio em algum vergalhão da construção. 

Note que o fio do pára-raios pode estar conectado na própria estrutura do edifício na base do prédio, o que traria consequências desastrosas ao equipamento de áudio em caso de tempestades com muitos raios. 

Tenha atenção máxima nesta área, e muito cuidado com estas ligações. Sempre que necessário, chame um eletricista gabaritado para essa atividade.

 

Anote mais essas dicas:

É possível fazer um teste simples no ponto de Terra da tomada na qual o filtro será ligado. É um teste que lhe dará uma ideia da condição atual do Terra existente na tomada: bom, regular ou ruim. 

De posse de um multímetro e após preparar um dispositivo simples, composto de um soquete com bocal para lâmpada, e com uma lâmpada de 100 watts rosqueada no bocal, e de posse dois pedaços de fio de cobre de aproximadamente 30cm para que se possa ligá-los na tomada. 

Com o dispositivo ligado na tomada você vai medir a tensão entre a Fase e o neutro nos terminais de ligação do soquete, com o multímetro ajustado na maior escala para CA (corrente alternada), anotando-a em seguida (por exemplo digamos que a leitura resultou num valor de 120 volts). 

Agora, meça a tensão entre a Fase e o Terra, mudando o fio do soquete da lâmpada para as saídas de Fase e Terra na tomada, para verificação: segundo a Norma, olhando-se a tomada de frente, o pino superior esquerdo corresponde ao neutro, e o pino superior direito é Fase; o pino inferior é Terra. 

Com o dispositivo ligado na tomada, você vai medir a tensão entre Fase e Terra nos terminais de ligação do soquete e com o multímetro na mesma configuração de leitura anterior, anotando novamente a leitura obtida com o multímetro. A diferença entre a primeira e a segunda leitura é que lhe dará uma idéia de como está o Terra. Veja que o correto é o uso do terrômetro. 

  • “Terra Bom” - Para ser considerado um bom aterramento, a diferença não deve ser maior que 1,5 V entre a tensão medida entre a Fase e o Neutro e a tensão medida entre a Fase e o Terra
  • “Terra Regular”- Para ser considerado um Terra Regular, a diferença não deve ser maior que 3 Volts entre a tensão medida entre a Fase e o Neutro e a tensão medida entre a Fase e o Terra
  • “Terra Ruim”- Quando a diferença entre as medições está acima de 3V, significa que o aterramento está em más condições de funcionamento, por ser um Terra resistivo, o qual em um momento de descarga elétrica (raio) poderá deixar de ser eficiente e permitir a passagem de um transiente, o qual poderá danificar os equipamentos nele ligados. Se o Terra for ruim, a melhor alternativa é não usá-lo. Neste caso, deve-se manter um comportamento mais preventivo com relação a deixar os equipamentos ligados constantemente, mesmo na posição “de espera” (standby). 

 

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